Como Emitir Recibo de Pagamento Autônomo: Guia Completo 2025

Publicado em 13 de novembro de 2025 | Atualizado em 2025 | Tempo de leitura: 8 minutos

Se você é um profissional autônomo, freelancer ou presta serviços sem vínculo empregatício, saber como emitir um Recibo de Pagamento Autônomo (RPA) é fundamental para formalizar suas transações e manter suas obrigações fiscais em dia. Este guia completo vai te ensinar tudo o que você precisa saber sobre RPA em 2025.

O que é um Recibo de Pagamento Autônomo (RPA)?

O Recibo de Pagamento Autônomo, também conhecido pela sigla RPA, é um documento fiscal emitido pela fonte pagadora (empresa ou pessoa física que contrata o serviço) para formalizar o pagamento a um profissional autônomo que não possui vínculo empregatício.

O RPA serve como comprovante de renda para o prestador de serviço e também permite que a empresa contratante declare os impostos retidos na fonte, cumprindo suas obrigações fiscais perante a Receita Federal e o INSS.

📌 Importante: O RPA é diferente de um recibo simples. Enquanto o recibo comum apenas comprova o recebimento de um valor, o RPA é um documento fiscal completo que detalha os impostos retidos, como INSS, IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) e ISS (Imposto Sobre Serviços).

Quando é Obrigatório Emitir um RPA?

O RPA é obrigatório nas seguintes situações:

⚠️ Atenção: Se você é MEI (Microempreendedor Individual) ou possui CNPJ, você deve emitir nota fiscal ao invés de RPA. O RPA é exclusivo para pessoas físicas autônomas.

Diferença entre Recibo Simples e RPA

Característica Recibo Simples RPA
Natureza Comprovante informal Documento fiscal
Impostos Não detalha retenções Detalha INSS, IRRF e ISS
Obrigatoriedade Opcional Obrigatório para PJ
Validade fiscal Limitada Plena
Uso Transações entre PF Serviços autônomos para PJ

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Passo a Passo: Como Emitir um RPA Corretamente

Passo 1: Colete os Dados Necessários

Antes de emitir o RPA, você precisará ter em mãos as seguintes informações:

Dados do Contratante (Fonte Pagadora):

Dados do Prestador de Serviço (Autônomo):

Passo 2: Descreva o Serviço Prestado

No RPA, é fundamental descrever de forma clara e objetiva o serviço que foi prestado. Seja específico:

Inclua também:

Passo 3: Calcule os Impostos e Descontos

Esta é a parte mais importante do RPA. Você precisa calcular corretamente os seguintes impostos:

1. INSS (11% sobre o valor bruto)

2. IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte)

O IRRF segue a tabela progressiva da Receita Federal. Em 2025, as alíquotas são:

Base de Cálculo (mensal) Alíquota Parcela a Deduzir
Até R$ 2.259,20 Isento -
De R$ 2.259,21 até R$ 2.826,65 7,5% R$ 169,44
De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 15% R$ 381,44
De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 22,5% R$ 662,77
Acima de R$ 4.664,68 27,5% R$ 896,00

3. ISS (Imposto Sobre Serviços)

Passo 4: Preencha o Recibo

Com todos os dados e cálculos em mãos, preencha o RPA incluindo:

Passo 5: Assinaturas e Arquivamento

O RPA deve ser assinado por ambas as partes:

Emita o documento em pelo menos 2 vias: uma para cada parte. Recomenda-se guardar os RPA por no mínimo 5 anos para fins de fiscalização.

Informações Obrigatórias em um RPA

Para que o RPA seja válido, ele deve conter obrigatoriamente:

  1. Nome e CPF/CNPJ da fonte pagadora (contratante)
  2. Nome e CPF do profissional autônomo
  3. Número de inscrição do autônomo no INSS
  4. Descrição detalhada do serviço prestado
  5. Data ou período de realização do serviço
  6. Valor bruto do serviço
  7. Valor do desconto do INSS (11%)
  8. Valor do desconto do IRRF (conforme tabela)
  9. Valor do desconto do ISS (se aplicável)
  10. Valor líquido a ser pago
  11. Data de emissão do RPA
  12. Assinatura de ambas as partes

Exemplo Prático de Cálculo de RPA

Vamos a um exemplo prático para facilitar o entendimento:

Situação: João, consultor autônomo, prestou serviço de consultoria empresarial para a empresa XYZ Ltda. no valor de R$ 5.000,00.

Cálculos:

  • Valor bruto: R$ 5.000,00
  • INSS (11%): R$ 550,00
  • Base para IRRF: R$ 5.000,00 - R$ 550,00 = R$ 4.450,00
  • IRRF (27,5% - R$ 896,00): (R$ 4.450,00 × 0,275) - R$ 896,00 = R$ 327,75
  • ISS (5% - exemplo): R$ 250,00
  • Total de descontos: R$ 1.127,75
  • Valor líquido a receber: R$ 3.872,25

Quem Deve Emitir o RPA?

É importante esclarecer: quem emite o RPA é a fonte pagadora (a empresa ou pessoa que está contratando o serviço), e não o autônomo.

O autônomo deve fornecer todos os seus dados e informações sobre o serviço prestado, mas é responsabilidade do contratante:

RPA Digital: É Válido?

Sim! O RPA digital tem a mesma validade que o RPA impresso, desde que contenha todas as informações obrigatórias. Muitas empresas já utilizam sistemas digitais para emissão de RPA, o que traz vantagens como:

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Perguntas Frequentes sobre RPA

1. Autônomo precisa emitir RPA?

Não. O RPA é emitido pela empresa contratante (fonte pagadora), não pelo autônomo. O autônomo apenas fornece seus dados e informações sobre o serviço.

2. MEI pode emitir RPA?

Não. MEI (Microempreendedor Individual) deve emitir nota fiscal de serviço, não RPA. O RPA é exclusivo para pessoas físicas autônomas sem CNPJ.

3. Qual a diferença entre RPA e recibo comum?

O RPA é um documento fiscal que detalha os impostos retidos (INSS, IRRF, ISS), enquanto o recibo comum apenas comprova o recebimento de um valor, sem detalhamento fiscal.

4. É obrigatório reter INSS no RPA?

Sim, quando o valor do serviço for igual ou superior ao salário mínimo. A alíquota é de 11% sobre o valor bruto.

5. Como declarar RPA no Imposto de Renda?

Os valores recebidos via RPA devem ser declarados como "Rendimentos Recebidos de Pessoa Jurídica" no programa da Receita Federal, utilizando o informe de rendimentos fornecido pela empresa contratante.

Conclusão

Emitir um Recibo de Pagamento Autônomo corretamente é essencial para manter a regularidade fiscal tanto do profissional autônomo quanto da empresa contratante. Embora o processo possa parecer complexo inicialmente, com as informações corretas e ferramentas adequadas, torna-se uma tarefa simples e rápida.

Lembre-se sempre de:

Para profissionais que emitem recibos frequentemente, investir em um software especializado pode economizar tempo, reduzir erros e profissionalizar a gestão financeira.

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